Novos espaços do Cambuí propõem intercâmbio: Ateliê Aberto e Árvore colocam arte e cultura contemporânea em evidência
Cada macaco no seu galho, mas todos na mesma árvore. O dito popular ganha um sentido novo nos espaços de arte, cultura, comunicação, gastronomia, moda e trabalho que serão abertos no Cambuí nesta sexta-feira (25 de junho): o Ateliê Aberto Produções Contemporâneas e o Árvore Coworking, que vão atuar de maneira independente, porém em conexão.
O Ateliê Aberto existe desde 1997, quando foi fundado pela artista plástica Samantha Moreira, na Vila Industrial. Quatro anos mais tarde, se mudou para a rua Santos Dumont e, agora, ganha sede própria numa casa da década de 1920, na rua Major Solon. Interligado a ele, num prédio com frente para a avenida Orosimbo Maia, sete profissionais autônomos criaram o Árvore Coworking.
Embora independentes, os espaços se comunicam. Fisicamente por meio de uma porta e conceitualmente, já que vão atuar como locais de encontro e troca para pessoas antenadas com o que existe de mais atual em termos de arte, cultura, comunicação e produção de conhecimento.
Os dois prédios foram comprados por Samantha e Maira Endo, sua sócia e co-coordenadora do Ateliê Aberto. A reforma da casa ficou a cargo de Graça Gargantini e Letícia Junqueira, da Unitá Arquitetura, que materializaram a proposta de conexão- independência dos dois espaços.
Avessa à padronização e à institucionalização, Samantha explica a proposta: do lado da Major Sólon, o Ateliê Aberto funciona como um como um espaço de criação, formação, produção, difusão e investigação em arte e cultura contemporânea.
Na prática, isso significa que as pessoas podem visitar uma exposição, assistir a um vídeo no cine-caverninha (no antigo porão da casa), consultar a biblioteca ou, simplesmente, levar o notebook e passar uma tarde trabalhando no espaço – que conta com internet wi-fi -, além de beber um cafezinho feito pelo pessoal do Ateliê.
Do lado da Orosimbo Maia, o Árvore Coworking traz para Campinas uma tendência mundial no mundo do trabalho: reunir no mesmo espaço um grupo de pessoas que trabalham independentemente umas das outras, mas que compartilham as mesmas idéias e valores.
“Nos últimos anos, muita gente passou a trabalhar em casa, mas isso trouxe uma angústia: o isolamento. Por isso, em várias partes do mundo estão surgindo espaços coletivos de trabalho, onde as pessoas que têm afinidades e sintonia realizam suas atividades de maneira independente, mas também podem interagir e até desenvolver projetos em conjunto”, explica a jornalista e chef Nani Campanhã.
Além de Nani, participam do Árvore: Tatiana Braga (produtora cultural e chef), Milena Carlström (modista e idealizadora do Bazar Clube das PinUps), Rúbia Flesch (produtora cultural) Kamár Ribeiro (repórter fotográfico), Décio ( fotógrafo), Adriano Dias (músico) e Bia Pupin ( filósofa e escritora)